domingo, 30 de novembro de 2014

Universidade Federal do Sul da Bahia
Discentes: Adenaldo Curvelo,Carlos Wesley,Laís Dieb e Nicolle Monteiro
Docente :Joel Felipe
Componente Curricular: Fórum interdisciplinar – experiências do sensível
Colégio Universitário: Ibicaraí                                    Turma : 9

Pesquisa

 Situação do abastecimento de água em Floresta Azul e região

  Devido às características geoambientais do Nordeste, com presença de escudos cristalinos (que dificultam a reserva de água no subsolo) em cerca de 70% do território Semiárido, essa região fica em nítida desvantagem em relação às demais regiões brasileiras.
A extração de apenas 1/3 das reservas de água dos rios do Nordeste representa, potencial suficiente para abastecer os 47 milhões de nordestinos com a taxa estipulada por organismos mundiais
O estado da Bahia, por sua vez, possui certa suficiência de água, devido o suporte do rio São Francisco que passa por todo o estado, com áreas fluviais esparsas em seu território.
No sul da Bahia, o município de Itabuna já sofreu muito, e ainda sofre sazonalmente, com a disponibilização de água.
Segundo pesquisa baseada no SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica), em 2013, quase 96% dos domicílios, 46.229 famílias, itabunenses usam rede pública de abastecimento, 1,4%, 674 famílias, usam poços ou nascentes e 2,7%, 1.318 famílias usam outros meios.
Ultimamente, vem se tomando medidas para aperfeiçoar o abastecimento de água na cidade de Itabuna. No ano de 2011, em parceria com o governo federal, foi investido 28 milhões no processo de captação de água, que aumentou de 600l/s para 900l/s, e na construção de uma adutora que ligou a Estação de Captação e Tratamento de Nova Ferradas à Estação de Tratamento de Água (ETA), no bairro São Lourenço, com apoio de cinco novas bombas; das quais, duas captam água do Rio Cachoeira.
Contudo, o município ainda necessita de obras em seu sistema de abastecimento. Como uma barragem, por exemplo, para armazenar água e poder manter o atendimento à população em estiagens prolongadas que ainda assolam a região amiúde.
Por volta de duas décadas atrás, o povo ibicaraiense sofreu devido a estiagem. Muitos iam buscar água em chafariz, formando filas quilométricas. O desconforto e o incômodo eram grandes. Porém, esse problema durou pouco tempo, cerca de dois meses apenas. Atualmente, no município, a água é abundante e está longe de sofrer racionamentos, além de obter um excelente tratamento antes de ser distribuída aos consumidores.
“De 0 a 100%, nós estamos em 90%” diz Cleiton, operador da estação de tratamento do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), a respeito do tratamento hídrico no município.”
Já na cidade vizinha de Floresta Azul, o sistema é abastecido por dois mananciais: Ribeirão da Patioba, por gravidade, e Ribeirão do Salomé, por bombeamento. Essa água chega, por tubulações, até a estação, onde é decantada e filtrada. Sendo distribuída, posteriormente, aos consumidores.O abastecimento de água na cidade é mais que o suficiente, pois além de abastecer a população local (cerca de 11 mil habitantes), a Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento - responsável pela gestão de abastecimento e esgotamento no município, atende a mais dois municípios vizinhos: Santa Cruz da Vitória e Firmino Alves.
A demanda por água aumenta a cada ano. Esse acréscimo não é medido diretamente à mesma proporção que também se eleva o número de habitantes, mas sim, devido ao aumento no número de ligações de água e esgotos. Os mananciais citados abastecem Floresta Azul, com 3.000 ligações, Santa Cruz da Vitória, com 1.800 ligações e Firmino Alves com 1.400 ligações. Em média anual, são feitas 75 ligações entre essas cidades, o que está dentro da meta de crescimento e não impacta a produção local.
Porém, nem sempre houve água em abundância no município. Nas décadas de 80 até meados da década de 90, havia falta de água, devido a grande estiagem ocorrida e a inexistência de uma barragem de acumulação. Houve bastante racionamento nesse período. Carros pipa eram contratados para trazerem água de outras localidades a fim de atender a população.
Chegamos a passar três dias, para acumular somente 200m³ de água o que era insuficiente para atender a população.”, conta José da Silva Cardoso Filho – Gerente da Embasa no Município de Floresta Azul há 35 anos.
Só em 1997 esse problema foi suprido, com a construção de uma barragem de acumulação, obra do então governador, Paulo Souto.
Mesmo com uma certa suficiência de água em nossa região, as ações de economia e aproveitamento de água são de suma importância para evitar problemas mais graves, como os que acorrem atualmente na grande São Paulo. Tudo começa por nós mesmos, em medidas simples, como: evitar desperdícios nas lavagens de carros e calçadas e nos diversos processos higiênicos - onde normalmente se gasta um volume de água desnecessário. Com o consumo reduzido ou até mesmo reutilização de água, o desabastecimento seria um inimigo pouco temido em qualquer lugar do país.


Principais causas de enchentes em municípios brasileiro

Basicamente pode se conceituar enchente como sendo um grande volume de precipitação incapaz de ser escoado totalmente e instantaneamente por tubulações, drenagens e lençóis freáticos. O que vem preocupando, ao longo dos últimos anos, são as intervenções humanas (urbanização, impermeabilização, desmatamento, desnudamento) que acabam dando ainda mais força para esse fenômeno ocorrer.
Um grande número de problemas ambientais, mesmo os de escala global, tem sua origem no espaço urbano, principalmente nas metrópoles, uma vez que elas constituem o local onde ocorreram as mais profundas alterações no espaço natural. As aglomerações urbanas consomem enorme quantidade de energia e matérias-primas e assim, produzem toneladas de subprodutos – resíduos sólidos (lixo) e líquidos (esgoto) – que, muitas vezes, são despejados diretamente nos leitos dos rios ou não são reaproveitados em sua maioria, e acabam se acumulando no solo e/ou subsolo, podendo obstruir drenagens e canalizações.
Existem cidades onde a temperatura média costuma ser mais elevada do que nas regiões rurais próximas, elevando assim, a evaporação; havendo alguns contrastes térmicos entre a área mais urbanizada e a menos urbanizada. Entre esses contrastes está o aumento na quantidade de chuva. Com um elevado volume médio de precipitação, os meios de escoamento acabam sobrecarregando os leitos dos rios.
Como, nas cidades, a cobertura vegetal é quase toda retirada, o processo de transpiração diminui sensivelmente. Por isso, o ar se torna menos úmido e ocorre um aumento da drenagem superficial, acentuado pela impermeabilização das superfícies por concreto, asfalto e telhados, que impedem a infiltração e percolação da água. Apesar da complexa estrutura de canais artificiais de drenagem, esse conjunto de alterações aumenta exponencialmente o risco de enchentes nas zonas urbanas.
As áreas impermeáveis (coberta de asfalto ou cimento) das cidades, além de impossibilitar a absorção da água da chuva, faz a água correr mais rápido e tomar conta da cidade rapidamente devido a propiciação do solo.
 A enchente mais severa e mais conhecida dos últimos tempos foi a cheia do rio Madeira, que desabrigou 7.754 famílias, sendo 5.584 na cidade de Rondônia. Esse fenômeno, foi provocado pela chamada Alta da Bolívia, episódio meteorológico típico do verão, que se observa em altos níveis da atmosfera, em torno de 12 km de altura, causou uma cheia de 20 metros, nunca antes registrada nos cursos do rio.
Os danos do fenômeno referido, afetaram tanto a população ribeirinha como a urbana; isolou comunidades, interditou estradas, contaminou pessoas com doenças como leptospirose e diarreia, além de provocar o desabastecimento em algumas cidades.
Diversos estados brasileiros, são oneradas pelas mesmas causas de enchentes e inundações. Um exemplo esta evidenciado no município de Itabuna-BA, que ocorreu, três dias de chuvas incessantes, no ano de 2013, deixando a cidade em estado de emergência. Segundo o MUNIC(2014),entre os anos de 2008 e 2012, 1.543 municípios (27,7%) sofreram enchentes, deixando 1,4 milhão de desabrigados ou desalojados. O MUNIC,ainda informa os municípios que possuem instrumento de prevenção:

Enquanto 71,1% dos municípios acima de 500 mil habitantes tinham algum instrumento de prevenção, isso ocorria em 26,6% daqueles com até 5 mil habitantes. As regiões Norte e Sul possuíam os maiores percentuais (38,3%), seguidas pelo Sudeste (37,4%), Nordeste (35,4%), e Centro-Oeste (31,6%).
Em 33,0% dos municípios (1.840) havia pelo menos uma medida ou instrumento de gerenciamento de risco decorrentes de enchentes ou enxurradas, e em 21,1% (1.175) pelo menos uma ação ou instrumento de gerenciamento de riscos decorrentes de escorregamentos ou deslizamentos de encostas

Não existe fórmula para eliminar as enchentes que são pesadelos de muitos brasileiros, porém é possível realizar algumas medidas para minimizar esse excesso de água. Existem ações que começam por nós mesmos para a economia da água, e para evitar os alagamentos não é diferente. Essa é uma responsabilidade do governo e, sobretudo de toda população Infelizmente, é comum veem-se muitas ruas repletas de papéis, objetos e resíduos que foram jogados ali, pela população. Essa prática deve ser extinta, pois quando chove, esse lixo entope os bueiros públicos e acaba causando inundações. Definitivamente, lixo é no lixo.
Outra medida viável é a construção de “piscinões” pluviais nas cidades ou instalação de reservatório nas residências e prédios, ambos para armazenamento da água da chuva. Além de diminuir o volume de água nos bueiros e rios, isso também permitiria a utilização da água em algum serviço doméstico. 
        O governo, por sua vez, poderia investir em pavimentações mais permeáveis a água, principalmente em centros urbanos, evitando o asfaltamento. O solo asfaltado deixa de reter 90% da água que escorre sobre ele. A princípio, seria essencial que, pelo menos, as margens dos rios fossem cobertas por vegetação, porque uma vez que eles transbordem a água já seria absorvida bem mais rápida pelo solo livre de calçamento.


Poluição no município de Floresta Azul e Região


Um dos problemas enfrentado pela maioria dos países é a poluição dos recursos hídricos, que advém do lançamento de dejetos lançados nas encostas do rio, criação de animais, curtumes, chorume, produtos químicos, esgotos urbanos e industrias. Nas cidades pequenas, esse problema é ainda mais acentuado, visto que há deficiência nos sistemas de saneamento, que não atende a todos os habitantes.
Os municípios de Firmino Alves, Santa Cruz da Vitoria, Floresta Azul, Ibicaraí e Itapé pertencentes a região Sul da Bahia, encontram-se inseridos nessa problemática. O Rio Salgado, com 64 km de extensão, é constituído por tais cidades, banhando-as, e recebendo das mesmas resíduos sólidos e líquidos, sem prévio tratamento.
Segundo Bahia (2000), a região das encostas do Rio Salgado são ocupadas por pastagens e pecuária. Possuindo solos salinos, rasos, com alto índice de fertilidade. Apresentando acumulo de sais, o que favorece a pastagem, porém dificulta seus uso para outros fins.
No município de Floresta Azul, a principal fonte de poluição é causada pelos esgotos domiciliares e hospitalares, que são lançados ao rio, em sua totalidade, sem prévio tratamento. Tais dejetos, introduzem uma grande quantidade de substâncias estranhas ao meio. Um prova está evidenciada, na presença das baronesas, que é um espécie de planta aquática, dada como bioindicadora de poluição, estando presente no rio em quase todo período anual.

Figura 1. Foto de baronesas no rio Salgado,
no município de Floresta Azul

Segundo Dieb e Carvalho Netto(2013), em sua pesquisa sobre a poluição do Rio Salgado no município de Floresta Azul, ao realizarem pesquisar bacteriológica, constataram que a água do rio está impropria para o consumo humano e para balneabilidade, sendo enquadrada na Classe III, segundo a resolução do Conselho Nacional do meio Ambiente - CONAMA, n° 357, de 17 de março de 2005. Com alto índice de bactérias heterotróficas e coliforme fecais e totais
 O contato com água poluída é um grande agravante para a saúde pública, uma vez que doenças podem ser contraídas, além de infecções por protozoários parasitas, helmintos, bactérias e vírus. Um exemplo é a Escherichia Coli, pertencente ao grupo da Coliforme fecal, que pode ocasionar no indivíduo contaminado, doença gastrointestinais ou infecção urinaria.
 Moradores ribeirinhos, do município de Floresta Azul, relataram sentir dores abdominais com frequência. Principalmente crianças, que tem mais contato com o rio, utilizando-o para fins balneários.
  Em visita in loco, foi constatado resíduos orgânicos e inorgânicos nas encostas do rio, em consequência da presença de casas, onde os moradores ribeirinhos descartam tais resíduos nos seus quintais. Em todo o percurso foram encontradas criações a céu aberto de animais de sangue quente, entre eles bovinos, suíno e aves. Tais animais são vetores de contaminação, ao disseminar suas fezes na água, que pode ser contaminada com algum parasita, representando assim um potente transmissor de doenças.

 
Figura 2. Foto de aves e lixo em contato direto com o Rio Salgado, no município de Floresta Azul.


Atualmente no trecho de floresta azul, o rio além de sofrer com poluição, também sofre com a seca, encontrando-se em um estado precário. Locais onde há cerca de um ano, eram recobertos por água, hoje tem origem a proliferação de plantas de forma abundante a ponto das plantas e animais aquáticos estarem morrendo.

Figura 3. Foto das baronesas no Rio Salgado, no município de Floresta Azul , a primeira foto foi fotografada em setembro de 2013 e a segunda setembro de 2014.

A solução para tal problema enfrentado por tais municípios, irá variar conforme o nível de poluição e suas causas. No caso do Rio Salgado, devem ser realizadas ações a curto e longo prazo, visto que a situação atual do rio é altamente precária. Recomendamos que os municípios criem uma rede de tratamento de esgoto, realizem a limpeza do rio, preserve a mata ciliar, elaborem um programa de revitalização das águas do rio e educação ambiental para os moradores.
Contudo, a comunidade local, tem um papel fundamental na preservação do seu habitat. Evitando o descarte de resíduos e a criação de animais nas margens do rio, e exercendo seu papel de cidadão, fiscalizando os gestores municipais, para que os mesmos cumpram com os seus deveres.



Referencias


BAHIA, Governo do Estado. Secretaria de Infraestrutura – SEINFRA. Superintendência de Recursos Hídricos - SRH. Diagnóstico das Bacias Hidrográficas dos Rios Cachoeira e Almada: Caracterização Climatológica. Vol. I, Tomo III, 2000.
DIEB, L. L.; CARVALHO NETTO, J.O. A poluição do Rio Salgado, no município de Floresta Azul: causas e consequência.2013 .30 f. Dissertação. Floresta Azul-Bahia,2014
Enchentes e Inundações. Disponível em:
Famílias com abastecimento de água: Veja número de domicílios com rede pública, poço ou nascente na sua cidade - ITABUNA, BA. Disponível em :      <http://www.deepask.com/goes?page=itabuna/BA-Confira-o-abastecimento-de-agua-no-seu-municipio---rede-publica-poco-ou-nascente.>.Acesso em 16 out. 2014 às 14h35min.

MUNIC. MUNIC 2013: enchentes deixaram 1,4 milhão de desabrigados ou desalojados entre 2008 e 2012.2014.Disponivel em : <http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2628> . Acesso em 15  out.2014 às 16h15min

Folhas ao vento

UFSB
Fórum interdisciplinar: experiências do sensível
Prof: Joel Felipe


                         
Folha da amendoeira da praia

              A folha da amendoeira da praia, vem de uma árvore que é muito comum no brasil. Gosta bastante do calor do sol, na região nordeste, encontra-se bastante e também em regiões praianas. tem um fruto comestível, popularmente conhecido em vários lugares como castanhas, tem uma copa bem larga, que fornece bastante sombra.

* Formato> Ovular.
*Dimensões> 25 cm de comprimento e 15 cm de largura.
*Funções e usos> É usada em ornamentações de jardins, tem uma sombra enorme, no Taiwan as folhas são usadas como  erva para tratamento de doenças do fígado, também receitada contra disenteria e diarreia.
*Sensações> Me lembra da minha infância, usava bastante o fruto na alimentação, gostava de fazer paçoca com a castanha retirada do fruto, que tem a aparência de um amendoim.



As águas

UFSB
Fórum interdisciplinar: experiências do sensível   
Prof: Joel Felipe                                
Amostra de água retirada da torneira de minha casa

          Retirei uma amostra de água da torneira da minha casa, água que vem da serra da patioba, e que ajuda no abastecimento das cidades de, Floresta Azul e Ibicaraí. Veio em minha mente, as lembranças de quando faltava muita água em Floresta Azul, foi um tempo de muita dificuldade, com uma seca terrível que atingiu o município entre os anos de 1995-1997. A falta de água em Floresta Azul, só teve um fim com a construção de uma barragem, que é localizada em uma fazenda do município e que abastece as cidades de Ibicaraí, Santa Cruz da Vitória e Firmino Alves.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A cor da terra


Universidade Federal do Sul da Bahia
Docente: Joel Felipe
Componente curricular: Fórum interdisciplinar: experiências do sensível
Pequeno pedaço de terra do fundo da minha casa

Amostras de terra

 A amostra de terra que Eu usei, foi tirada de um pequeno espaço de terra que sobrou de um enorme quintal que tinha no fundo da minha casa. Quando estava fazendo a coleta do material, veio em minha mente muitas lembranças de uma época maravilhosa, onde Eu me diverti muito. O quintal era enorme, tinha pé de manga, cacau, jabuticaba e vários pássaros que apareciam durante o dia a procura de frutas. Mas com o passar do tempo, ouve a necessidade de usar o espaço que ainda sobrava na casa para fazer um quarto e aumentar a cozinha. O que sobrou de mãe usa para cultivar seus caqueiros e orquídeas.